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Calendário de vacinação infantil: quais vacinas entram no primeiro ano de vida?

VacinaOne05 de agosto de 20266 min de leitura
Bebê no colo da mãe recebendo vacina durante atendimento pediátrico
Foto: CDC / Unsplash

Calendário de vacinação infantil parece simples até a carteirinha começar a ganhar datas, adesivos e siglas. No primeiro ano, algumas doses acontecem na maternidade, outras se repetem em poucos meses e, ao completar 12 meses, novas vacinas entram na rotina.

Por que o primeiro ano concentra tantas vacinas?

O organismo do bebê ainda está desenvolvendo suas defesas e algumas infecções podem causar quadros mais graves nessa fase. Por isso, a vacinação começa logo depois do nascimento.

Algumas vacinas precisam de mais de uma dose para formar a resposta esperada. Há também aquelas que exigem reforços, aplicados meses depois para dar continuidade à proteção.

Quando falamos nas vacinas do primeiro ano de vida, consideramos o período entre o nascimento e os 12 meses. A partir daí, o calendário continua com novas doses durante toda a infância. Como as recomendações podem ser atualizadas, consulte sempre o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde e confirme o esquema com um serviço de saúde.

Ao nascer: as primeiras anotações da carteirinha

BCG e hepatite B costumam ser as primeiras vacinas do bebê. Muitas vezes, elas são aplicadas ainda na maternidade, antes de a família voltar para casa.

A BCG ajuda a prevenir formas graves de tuberculose. Já a vacina contra hepatite B deve ser aplicada preferencialmente nas primeiras horas de vida e fará parte de um esquema com outras doses.

Em meio a tudo o que acontece depois do parto, é comum os pais não lembrarem o nome exato das vacinas. Por isso, vale conferir se as aplicações estão registradas antes da alta.

Dos 2 aos 6 meses: a carteirinha começa a ganhar ritmo

É por volta dos 2 meses que o calendário vacinal do bebê parece ficar mais cheio. Algumas vacinas voltam aos 4 e aos 6 meses, enquanto outras entram nos meses intermediários.

De forma geral, essa etapa inclui:

  • Aos 2 meses: começam vacinas contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo b. Também entram rotavírus e pneumocócica.
  • Aos 3 meses: começa a vacinação contra a doença meningocócica. O produto e a cobertura dos sorogrupos variam conforme o calendário adotado e a rede de atendimento.
  • Aos 4 meses: chegam novas doses das vacinas iniciadas aos 2 meses, como penta ou hexavalente, poliomielite, rotavírus e pneumocócica.
  • Aos 5 meses: são aplicadas novas doses das vacinas meningocócicas, de acordo com o esquema escolhido.
  • Aos 6 meses: entram doses das vacinas bacterianas combinadas e contra poliomielite. Dependendo da formulação utilizada, também pode haver outra dose de rotavírus e pneumocócica.

Na rede privada, a vacina hexavalente pode reunir seis componentes em uma aplicação. Ela protege contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e infecções causadas por Hib.

O que muda a partir dos 6 meses?

A vacina contra influenza passa a fazer parte da rotina. Como sua composição acompanha as cepas definidas para cada temporada, a vacinação deve ser repetida todos os anos.

Na primeira vacinação contra influenza, crianças entre 6 meses e 8 anos recebem duas doses, com intervalo de um mês. Nos anos seguintes, a aplicação passa a ser anual.

A vacinação contra a covid-19 também pode começar aos 6 meses. O esquema pode ter duas ou três doses, conforme a vacina utilizada e o histórico da criança. A página oficial do Ministério da Saúde informa o esquema vigente para cada produto.

É comum os pais chamarem a segunda aplicação de reforço, mas, em alguns esquemas, ela ainda faz parte da vacinação inicial. Por isso, vale registrar todas as datas e confirmar quando o esquema estará completo.

Aos 9 e aos 12 meses, o calendário muda novamente

Aos 9 meses, a vacina contra febre amarela faz parte do calendário nacional, com nova dose prevista mais adiante na infância. Em situações excepcionais de risco epidemiológico, o serviço de saúde pode avaliar uma indicação antes dessa idade.

Quando o bebê completa 12 meses, chegam reforços de vacinas pneumocócicas e meningocócicas. Também é aplicada a primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Nos calendários das sociedades médicas, os 12 meses também podem incluir outras vacinas ou esquemas disponíveis nos serviços privados. Essa diferença explica por que duas crianças da mesma idade podem ter carteirinhas que não parecem idênticas.

Para visualizar as recomendações de cada fase, consulte o calendário vacinal da VacinaOne e o calendário da criança da SBIm.

Por que o calendário público e o privado têm diferenças?

O Programa Nacional de Imunizações organiza a vacinação da população e define quais vacinas serão oferecidas em cada faixa etária. As sociedades médicas também consideram opções disponíveis nos serviços privados e possíveis ampliações de proteção.

Isso pode mudar a formulação utilizada, o número de componentes reunidos em uma aplicação ou os tipos de meningococo e pneumococo incluídos na vacina.

As doses recebidas na rede pública e na clínica particular fazem parte do mesmo histórico. Uma vacina tomada na unidade de saúde deve ser registrada e considerada durante qualquer avaliação posterior.

A família pode consultar as vacinas disponíveis na VacinaOne para conhecer algumas dessas opções. A indicação depende da idade, das doses anteriores, das condições de saúde e do calendário adotado.

E se uma dose atrasar?

A rotina com um bebê nem sempre respeita todas as datas planejadas. Uma gripe, uma viagem ou uma semana mais corrida podem fazer o retorno passar despercebido.

Uma dose atrasada geralmente não apaga as que já foram aplicadas. A equipe precisa conferir a carteirinha e reorganizar o esquema a partir do ponto em que ele parou.

Algumas vacinas possuem limites de idade para começar ou concluir as doses. O rotavírus é um exemplo, por isso não convém adiar a avaliação quando há alguma pendência.

Se uma data passou, leve a carteirinha ao atendimento em vez de tentar reconstruir o calendário de memória. A equipe pode explicar como funciona a continuidade de cada esquema.

Como acompanhar tantas datas?

A carteirinha precisa estar presente em todas as aplicações, mesmo quando a família alterna entre a rede pública e a clínica particular. Manter uma foto atualizada no celular também pode ajudar caso o documento não esteja por perto.

Antes de sair do atendimento, confira se a dose foi registrada e anote a data do próximo retorno. Assim, a vacinação entra na agenda antes que aquele mês chegue.

Se houver anotações difíceis de entender ou doses tomadas em lugares diferentes, a equipe pode reunir essas informações e ajudar a organizar os próximos passos. Para quem busca vacinação infantil em Campinas, confira também a unidade VacinaOne no Taquaral.

Dúvidas frequentes

As duas redes seguem objetivos de proteção, mas podem usar formulações, combinações e coberturas diferentes. Todas as doses devem constar na mesma carteirinha e ser avaliadas em conjunto.

Quer revisar o calendário do seu bebê?

Se a carteirinha já começou a acumular datas ou alguma dose ficou para trás, fale com a VacinaOne e agende uma avaliação.

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